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Oficio 198-2009
 
 
 
 


 

Assembléia aprova decretação de estado de greve na GM

Estado Greve GM São Caetano

Na tarde do dia 01/09/2010, quinta-feira, os trabalhadores da GM reunidos em assembléia aprovaram a decretação do estado de greve, caso até o dia 08/09 a empresa não sinalize com a abertura de negociação com o sindicato para discutir a nossa pauta de reivindicações.
Isto porque o sindicato se retirou da mesa de negociação promovida pelo Sinfavea e da qual participam outros sindicatos (São Bernardo do campo e Taubaté, pela FEM/CUT), São Carlos, pela CGTB, e Tatuí, pela Força Sindical e a partir da assembléia fará negociação em separado.

Todos sabem que negociávamos conjuntamente, mas devido ao impasse entre o Sinfavea e os citados sindicatos, acabamos por nos afastar porque a razão de ser deste imbróglio não era problema nosso e nem havia motivos para ficarmos esperando decisão dos outros sobre assunto que não nos interessava. Como foi dito em assembléia a razão da nossa saída está relacionada ao pagamento da diferença de 1,66% que nós metalúrgicos de São Caetano conquistamos a mais ano passado em relação a São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos e Tatuí que aceitaram 6,53% de aumento salarial, enquanto nós, com luta, raça e determinação, conquistamos 8,33%).

Por outro lado, se decretamos estado de greve na GM se deve ao fato de até agora as empresas não ter apresentado proposta alguma aos trabalhadores. Por isso queremos abrir o mais rápido possível negociações com a GM porque não há tempo a perder, visto que o prazo para se negociar está se esgotando.

Trabalhadores da GM São Caetano aprovam Estado de greve

De todo modo, agradecemos aos companheiros e companheiras da GM que participaram da assembléia e entenderam bem a posição do sindicato e, de maneira soberana, tomaram a decisão acertada. O chamamento feito pelo sindicato para a realização da assembléia se deu de forma muito rápida, devido aos desdobramentos decorrentes do impasse surgido junto ao Sinfavea e demais sindicatos. Nem por isso a assembléia perdeu importância. Pelo contrário, a participação dos companheiros foi decisiva e os esclarecimentos e a aprovação da proposta feitos pelo sindicato foram da maior importância para definirmos o rumo da nossa luta.

GM comunica ao sindicato abertura de negociação

No dia 03/09, logo pela manhã, a GM comunicou ao sindicato que as negociações estão abertas e a primeira reunião se deu no período da tarde. O presidente em exercício do nosso sindicato, o companheiro Francisco Nunes enfatizou bem este momento. “Queremos negociar em condições de igualdade com qualquer outra instituição, não aceitamos resultado inferior a quem quer que seja, nem recusa patronal de que não será concedido aumento salarial além da inflação. Nossa luta é justa e os trabalhadores estão conscientes da situação atual, bem como o que fazer em se tratando de estratégia de luta para alcançarmos os nossos objetivos”, disse Nunes.

O sindicato parabeniza os trabalhadores pela determinação e posição clara defendidas na assembléia. O que revela maturidade e disposição dos metalúrgicos em lutar por seus interesses. E o sindicato como representante de direito e de fato da categoria metalúrgica conta com o apoio de todos do conjunto dos trabalhadores para alcançar mais uma vitória.


Campanha salarial 2010

Negociações retornam a estaca zero

Por motivos óbvios metalúrgicos de São Caetano do Sul continuarão a campanha salarial em separado

Reunião Sinfavea 2010

Companheiros e companheiras, as negociações salariais retornaram ao seu ponto de partida. Isto porque na reunião realizada no dia de ontem, 01/09/2010, as negociações chegaram a um impasse entre o Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de veículos Automotores) e os representantes dos sindicatos de São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos e Tatuí por conta da diferença salarial de 1,66% que nós, de São Caetano do Sul, recebemos a mais nas negociações de 2009. Ou seja, enquanto os sindicatos acima citados obtiveram 6,53% de aumento, os trabalhadores da GM de São Caetano do Sul conquistaram 8,33%.

Essa diferença nós a obtivemos por meio de luta. Trata-se, pois, de um direito do qual não abrimos mão. Respeitamos o direito de quem quer que seja de lutar por qualquer diferença, desde que não sirva de motivo para nos colocar em condição inferior em termos de aumento salarial. A forma como a FEM/CUT e demais sindicatos pretendem negociar para reaver a diferença de 1,66% não é problema nosso.

Portanto, não podemos continuar negociando conjuntamente quando não temos nada a ver com essa questão. Ela diz respeito ao Sinfavea e aos sindicatos mencionados. O próprio Sinfavea reconheceu que diante do impasse não havia razão para a nossa permanência naquela mesa de negociação.

Ao abrir a reunião no dia de ontem, o Sinfavea comunicou a bancada dos trabalhadores que não cederia ao pagamento da diferença do 1,66% por não reconhecer a legitimidade da reivindicação, dado que os sindicatos acima assinaram no ano passado um protocolo concordando em receber uma compensação (a diferença) em forma de abono, porém abrindo mão de reivindicar o dito percentual para os salários. Por conta disso comprometeram-se ainda em mudar a data-base das suas respectivas categorias de setembro para outubro; protocolo este que nós, de São Caetano do Sul, não assinamos e não está neste momento em discussão qualquer alteração da nossa data-base que é setembro.

Por isso mesmo, o nosso sindicato está fora da bancada que inicialmente foi construída de forma unificada com FEM/CUT, São Carlos e Tatuí e iremos conduzir a nossa campanha ao nosso modo a partir da realidade da nossa categoria, como já fizemos em outros momentos da luta dos metalúrgicos de São Caetano do Sul.


Campanha salarial unificada GM 2010

Definido o calendário de negociações
1ª reunião está marcada para o dia 17/08 às 15h

Foto Campanha Salarial 2010

Após fazermos pressão junto ao Sinfavea um passo importante foi dado: já está marcada a primeira reunião, como parte do calendário de negociações, e que ocorrerá no dia 17/08/2010, às 15h, na sede do Sinfavea, em São Paulo. O que oficialmente entende-se ser o início da campanha salarial 2010.
Ocorre que para nós trabalhadores ela foi iniciada no momento em que realizamos a primeira assembléia e decidimos qual seria a nossa pauta de reivindicações. A partir daí a entregamos aos patrões e começamos a nossa mobilização.

Portanto, durante o tempo que durar a nossa campanha salarial (o nosso objetivo é a conquista da reposição inflacionária, com base no INPC, mais aumento real de salário, entre outros benefícios), não podemos nos descuidar e baixar a guarda. Isto porque em pese ser o momento oportuno para se reivindicar melhoria para os salários, os patrões somente darão ouvidos ao que estamos reivindicando se estivermos efetivamente unidos e mobilizados.

Esta é sem dúvida a principal forma de rompermos com a intransigência dos setores patronais conservadores que nessas ocasiões tentam de todas as formas frear o avanço da luta dos trabalhadores em prol de melhorias econômicas e sociais.

Lembramos a todos que a direção do sindicato tem procurado manter os trabalhadores informados sobre o que está sendo feito, bem como sobre toda e qualquer alteração que possa ocorrer durante as negociações. Tanto é assim que desta vez, além de boletins e assembléias, teremos um grupo de companheiros presente durante as reuniões com os representantes patronais.

Nossa luta é justa e o que reivindicamos é plenamente possível de ser atendido, uma vez que estamos cansados de saber o quanto as empresas automotivas estão faturando. Até porque somos nós mesmos quem garante essa produção. E é exatamente por isso que não abrimos mão de um percentual de aumento salarial condizente com a produção e ainda com o nosso esforço. VAMOS À LUTA!


Campanha salarial 2010

Negociações com o patronal estão a caminho

O momento é de união e mobilização
em defesa das nossas reivindicações

Foto Nunes

Após encaminharmos a nossa pauta de reivindicações iniciamos efetivamente a nossa campanha salarial e, de agora em diante, começam as negociações salariais. Dizemos salariais porque este ano o aspecto econômico é o principal ponto da pauta apresentada ao Sinfavea (Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores). Os demais, relacionados às cláusulas sociais, estão validados por dois anos, até 2011, pelo acordo firmado em 2009. Nesta questão queremos rever algumas delas no tocante aos aprendizes do Senai, horas extras, etc.
A grande questão posta, para nós metalúrgicos, é assegurar um percentual de aumento salarial que eleve significativamente o valor de compra dos salários que se encontra em patamares baixíssimos. Inclusive um valor diferenciado acima dos demais para o piso salarial que necessita urgentemente ser valorizado.
Portanto, as nossas principais de pautam por REPOSIÇÃO INFLACIONÁRIA INTEGRAL, TENDO POR BASE O INPC, AUMENTO REAL, LICENÇA-MATERNIDADE DE 180 DIAS e VALORIZAÇÃO DO PISO SALARIAL.

Aumento de salário não gera inflação

Quando chegam esses momentos de negociação salarial as empresas costumam praticar a tradicional “choradeira”, para não atender as justas e legítimas reivindicações dos trabalhadores. Porém, ao perceber que este ano essas velhas práticas não fazem mais sentido, dado que a economia está crescendo e a produtividade da indústria bate todos os recordes, as empresas, disfarçadamente, querem nos intimidar com o argumento de que aumento de salário gera custo e, por extensão, inflação.
Já está mais do que na hora de se parar com esse discurso porque sabemos bem que aumento salarial não é fator que gera inflação. Isto é até admissível, porém em situação diferente da atual por que passa o Brasil. Especialmente em um momento excepcional, de crescimento econômico, o qual está sendo puxado exatamente pela indústria que, segundo o IBGE, tomando-se por base o mês de abril de 2010, cresceu 14,6% em relação ao mesmo período de 2009.
Nesse particular o setor automotivo ocupa lugar de destaque, vez que, segundo a ANFAVEA, em junho passado obteve um percentual de crescimento de 7,7% na comparação com o mesmo mês de 2009. No acumulado deste primeiro semestre foram produzidos 1.753,201 veículos, o que representa uma expansão de 19,1% ante o mesmo período do ano anterior.

Economistas contestam posição das empresas

Economistas de renome são categóricos em afirmar que nessas condições, de alta produtividade, os aumentos salariais podem ser corrigidos sem que gerem aumento inflacionário.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico do dia 24/06/2010, Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, destaca que os salários não estão por trás do aumento inflacionário. "São muitas variáveis em jogo, como a taxa de câmbio, as oscilações nos preços das “commodities” e os preços administrados. Uma das coisas são os salários, mas sozinho ele não é capaz de gerar inflação no país, não é isso o que está ocorrendo".
Posição semelhante é a do economista Rogério Cesar de Souza, economista do IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), que refuta a idéia de que a correção dos salários esteja pressionando a inflação. "Todos viram que foram fatores sazonais que pressionaram os preços no começo do ano, tanto que agora já estão caindo forte", diz ele, em referência a queda do IPCA verificada em maio e junho.
Poderíamos inclusive aprofundar melhor essa questão, mas por falta de espaço, pretendemos apenas mostrar que com altos ganhos de produtividade obtidos pela indústria essa possibilidade está descartada. Segundo, José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do DiEESE, em entrevista ao já citado jornal, "Os ganhos de produtividade são muito superiores ao que é efetivamente repassado aos trabalhadores, o que, aliado ao forte ritmo da economia e ao fato de que é a indústria quem está puxando o PIB dão aos sindicatos força para pedir mais".
A nosso ver este é, sem dúvida, um aspecto importante para impedir que os aumentos salariais sejam fatores que gerem aumento de custos que repassados ao preço dos produtos provoquem inflação. Menos ainda de fazer com que neste momento a demanda se sobreponha a oferta (que gere “inflação de demanda”). Estamos longe dessa realidade.
Portanto, essas intimidações feitas de maneira disfarçada pelas empresas não se sustentam diante da atual conjuntura que vive o Brasil e em particular a indústria automotiva. O único objetivo delas é se utilizar de tais argumentos para desmobilizar trabalhadores na sua luta pela recuperação e valorização dos salários.

Mobilização é importante para o sucesso da nossa luta

Diante do exposto fica evidente que o SINDICATO compreende bem o momento que estamos vivendo e não aceita que este tipo de discurso dos patrões sirva para atrapalhar a nossa luta. Ela é justa, uma vez que os trabalhadores estão dando um duro danado, tendo em vista os intensos ritmos de produção, os altos índices de produtividade. Em momentos com este, de crescimento econômico e queda do desemprego, é que devemos nos mobilizar para a defesa de um bom acordo no qual o aumento salarial passa a ser determinante.
O sindicato possui larga experiência em negociação, sabe conduzir o processo de modo que os resultados sejam positivos para os metalúrgicos. Porém, existem alguns componentes que nessas ocasiões fazem a diferença que são a unidade e mobilização do conjunto dos trabalhadores, bem como o necessário respaldo à direção da nossa entidade de classe visando fortalecer o processo de negociação em marcha. É exatamente por meio desses componentes que mostraremos aos patrões a nossa capacidade de luta e, acima de tudo, a nossa consciência política, de gente que sabe lutar e o que quer alcançar, como já o fizemos em outras ocasiões. Agora não será diferente. VAMOS À LUTA!


Metalúrgicos de São Caetano do Sul dão início à campanha salarial 2010

Ação sindical participativa com grande mobilização dos trabalhadores aliada ao bom momento da economia dará as condições para uma campanha salarial de sucesso.

Campanha Salarial 2010

Ao iniciarmos a nossa campanha salarial deste ano devemos considerar que esta difere de muitas outras, dado o momento excepcional que o Brasil está vivendo, bem como ao extraordinário crescimento da produção em geral e a de veículos em particular. Assim sendo devemos estar atentos ao que ocorre a nossa volta e, portanto, não podemos esquecer que o momento é oportuno para realização de uma campanha que resulte em um bom acordo, com vistas à recuperação do poder de compra dos salários e ainda avançarmos na melhoria das condições de trabalho e de vida para todos.
Uma oportunidade importante, já que o setor automotivo vem batendo todos os recordes de produção, contribuindo assim para aquecer ainda mais a economia nacional. Segundo a própria ANFAVEA (Associação nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) apenas em maio/2010 o setor automotivo brasileiro obteve um crescimento de 6,6% ante abril e uma alta de 14,9% em relação a maio de 2009. No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram produzidos 1.433.933 veículos, o que representa uma expansão de 20,7% ante o mesmo período do ano anterior. E a General Motors, ocupando o terceiro lugar em produção entre as montadoras de automóveis vive certamente o seu melhor momento aqui no Brasil, visto que aposta no crescimento do país e, por isso mesmo pretende aumentar em 30% a planta de São Caetano do Sul.
Portanto, as condições são excelentes para realizarmos uma negociação levando-se em consideração a nossa capacidade de luta e a realidade do setor e do país. Com base nisto, estamos apresentando aos patrões uma pauta de reivindicações que pretendemos ver atendida. Mas o fundamental é a participação do conjunto da categoria metalúrgica, tendo em vista fortalecer o processo de negociação em prol dos nossos objetivos.

Itens importantes da Pauta de Reivindicações

O destaque em nossa pauta fica por conta da REPOSIÇÃO INTEGRAL DA INFLAÇÃO, COM BASE NO INPC, + AUMENTO REAL, tendo por base a enorme produção de veículos e crescimento da economia, conforme já mostrado acima. Além disso, estamos reivindicando AUMENTO, COM DESTAQUE PARA A VALORIZAÇÃO DO PISO SALARIAL e LICENÇA-MATERNIDADE DE 180 DIAS.
Pretendemos ainda rediscutir algumas cláusulas econômicas que fazem parte da Convenção Coletiva e integrá-las às cláusulas sociais (ex.: aprendizes do Senai, percentuais de horas extras,etc.). Ressalte-se que as demais cláusulas da referida convenção possuem validade por dois anos (até 2011).
Por isso, não há tempo a perder. A nossa luta é mais do que justa, mas é fundamental que os companheiros e companheiras tomem parte do trabalho organizativo realizado pelo sindicato, tendo em vista o fortalecimento da luta por ser esta maneira de conseguir aquilo que estamos reivindicando.
A conquista de aumento salarial e outros benefícios foi e continua sendo resultado da ação coletiva. Da união e mobilização do conjunto dos trabalhadores. Isto porque, sendo este um momento excepcional para a economia, as empresas aproveitam para aumentar os lucros e os dividirem entre seus acionistas e não com quem produz. Por isso é preciso lutar. O que requer envolvimento e participação de todos.

Estamos reivindicando também:


20/05/10 - Fonte: Agora

Senado aprova reajuste de 7,7% e fim do fator

Logo Senado

Ana Magalhães

Os senadores aprovaram ontem a MP (medida provisória) 475, que dá reajuste de 7,7% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo (R$ 510, hoje) e que acaba com o fator previdenciário, índice que reduz o benefício de quem se aposenta mais jovem. A votação representou uma derrota para o governo, que defendia um ganho de 7% e quer manter o fator previdenciário.
Como foi aprovada no Senado sem alterações em seu texto, a medida seguirá para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá sancioná-la ou vetá-la em até 15 dias, contados a partir da data em que o texto aprovado no Congresso chegar à Presidência. O envio do documento demora cerca de três dias. Mas é provável que Lula vete o fim do fator.
Segundo a proposta, o reajuste de 7,7% seria retroativo a janeiro deste ano, e o fim do fator começaria a vigorar em janeiro de 2011 --mas beneficiaria somente quem ainda não se aposentou. O teto do INSS passaria de R$ 3.416,54 para R$ 3.467,40.

País cresceu 9,85% no primeiro trimestre

Jornal da Tarde

Índice de Atividade Econômica do Banco Central fechou o período em alta sobre 2009

A economia brasileira cresceu perto de 10% no primeiro trimestre deste ano, acima do que a maioria dos analistas de mercado e o Ministério da Fazenda estão projetando para o período – na casa de 8%. É o que mostrou o novo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que encerrou o primeiro trimestre com alta de 9,85% sobre igual período de 2009.
Em relação ao quarto trimestre do ano passado, o IBC-Br teve expansão de 2,38% (que significa, em termos anualizados, crescimento próximo de 10%). O dado reforça a análise de que a economia brasileira se encontra em ritmo muito forte neste início de ano e é necessário por um freio no nível de atividade.
O IBC-BR é um indicador criado pelo Banco Central para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma das riquezas produzidas pelo País – e é a mais recente ferramenta para ajudar na definição da taxa básica de juros (Selic).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga oficialmente o PIB, só anunciará o resultado do primeiro trimestre no dia 8 de junho. Com periodicidade mensal, o IBC-Br leva em conta estatísticas sobre agropecuária, indústria e serviços.
O resultado forte do indicador no primeiro trimestre ajuda a entender por que Henrique Meirelles e sua equipe foram unânimes em elevar em de 0,75 ponto porcentual os juros na última reunião do Comitê de Política Monetária, em abril. E por que se espera que o BC siga nessa toada pelo menos por mais uma reunião.
Ao elevar o juro básico, o BC tenta conter o ímpeto da economia, de modo a que ela não permaneça crescendo acima de sua capacidade por muito tempo, para não provocar risco de alta forte na inflação, nem piorar o déficit nas contas externas do País (saldo entre exportações e importações). Isto porque, as empresas não têm como atender toda a demanda dos consumidores e precisa importar produtos para supri-la.
O economista-chefe do banco Schain, Silvio Campos Neto, afirmou que o dado do Banco Central reforça a preocupação em torno do nível de crescimento econômico e seu impacto na inflação ou no déficit externo.
Ele ressaltou, no entanto, que a tendência da economia é de desaceleração nos próximos trimestres, em boa parte devido às ações do Banco Central e do Ministério da Fazenda para apertar a política fiscal. Ele defendeu um aumento ainda maior da austeridade nos gastos do governo para ajudar a conter a economia.

20/05/10 - Fonte: Jornal da Tarde

Nova carteira de trabalho chega a SP

Jornal da Tarde

MARÍLIA ALMEIDA

Documento, impresso em papel moeda e com dados digitalizados, passa a ser emitido em julho

A partir de julho as carteiras de trabalho informatizadas, e mais seguras, passarão a ser emitidas em São Paulo pelo Centro de Atendimento ao Trabalhador (CEAT) localizado no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista.
A nova carteira tem mais itens de segurança: será impressa em papel moeda; terá foto e assinatura digitalizadas; além dos dados pessoais do trabalhador impressos na carteira no momento da emissão. Hoje, o preenchimento de tais informações é feito à mão.
O objetivo é dificultar rasuras e evitar fraudes contra seguro-desemprego, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e benefícios previdenciários.

Base de dados

A nova carteira ainda facilita a identificação dos trabalhadores por meio de uma única base de dados. Após a integração nacional do sistema, em caso de extravio, o cidadão poderá pedir nova via em outro Estado.
O CEAT Anhangabaú irá emitir a nova carteira de trabalho em fase experimental. Ou seja, a partir de julho apenas a unidade emitirá a nova documentação. Os outros postos continuarão emitindo as carteiras de forma manual.
Depois de um prazo de adequação do sistema, as novas carteiras passarão a ser emitidas por todos os órgãos que fornecem o documento na cidade, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
O Ministério não dá prazo para a implantação total do sistema na capital nem data exata para o início de operação, que deve ocorrer em julho. O órgão também não informa se o modelo reduzirá o prazo de emissão das carteiras, que hoje é de três a cinco dias úteis.
O novo modelo foi lançado em 2008 pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e está em vigor no Distrito Federal e em todos Estados, exceto Minas Gerais e São Paulo. No último ano foram emitidas 2,2 milhões de carteiras informatizadas.

CONFIRA AS MUDANÇAS

COMO É HOJE

O documento é emitido em papel simples
A foto é colada ao documento e a assinatura é feita na própria carteira
Os dados de identificação do trabalhador são incluídos à mão na emissão do documento

COMO VAI SER

A carteira será emitida em papel moeda, que dificulta rasuras
Terá foto e assinatura digital, como na carteira de motorista
A folha com a identificação pessoal do trabalhador será impressa na carteira no momento da emissão do documento


 

Câmara de São Caetano do Sul concede título ao Cidão do Sindicato

A Câmara Municipal de São Caetano de Sul realizou no dia 05/12/2009, sessão extraordinária, desta vez na sede do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade para a entrega do título de Cidadão Sulsancaetanense a Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade. A aprovação do projeto do vereador Jorge Salgado (PTB) já havia ocorrido há cerca de 15 dias, em sessão especial da Câmara, e foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares, ou seja, por 12 votos. O que revela o prestígio e apoio que o Cidão goza junto à vereança local.

Com cerca de 300 pessoas que lotaram o auditório do sindicato, o ato contou com a participação do prefeito José Auricchio Junior, vereadores, sindicalistas, representante da Ordem dos Advogados, trabalhadores metalúrgicos, aposentados e moradores de São Caetano do sul.

 

Na ocasião, o prefeito destacou a importância do titulo considerando o papel desempenhado por Cidão, como líder de uma categoria profissional que muito tem contribuído para promover o desenvolvimento do município. “A posição do Cidão, de líder sindical, comprometido com o desenvolvimento econômico de nosso município o torna um dirigente respeitado por todos nós e ainda pela responsabilidade que tem assumido perante os seus representados em defender os seus interesses de classe. Portanto, um título mais que merecido”, afirmou. Ainda segundo Auricchio, “É mais do que honroso São Caetano ganhar este filho que é você Cidão. Essa categoria de pessoa que luta pelo nosso povo”.

O presidente da Câmara, Gersio Sartori (PTB), lembrou o dia da votação do Projeto Legislativo concedendo o Título de Cidadão Sulsancaetanense ao sindicalista, “Quando convidei o Cidão para fazer parte da Tribuna, na votação unânime do titulo, todos os vereadores quiseram falar para homenageá-lo naquele momento, isso mostra o carinho e reconhecimento que os vereadores tem por você”, o presidente finalizou parabenizando Cidão pelo título recebido.


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