Água e luz pesam mais na inadimplência de idoso

A inadimplência entre as pessoas com mais de 61 anos – a que mais cresceu nos últimos dois anos – está concentrada nos pagamentos de contas de água e energia, e não nas dívidas bancárias, como acontece tradicionalmente para a média da população.

Para a Serasa Experian, responsável pelo levantamento, os idosos aumentaram a fatia da renda comprometida com o pagamento de crédito consignado, em que as parcelas são descontadas diretamente das aposentadorias. Com isso, estão sendo levados a atrasar o pagamento de contas básicas para manejar o orçamento doméstico.

A empresa fez um levantamento mais detalhado da inadimplência dessa faixa etária exatamente por ser a que mais tem apontado alta.

“Com a crise, com o aumento do desemprego e a perda da renda familiar, os idosos foram convocados [pelos parentes] a colaborar”, afirmou o economista-chefe da Serasa Experian, Luiz Rab. “Essa faixa se endividou mais, tomou um crédito que não planejava e acabou ficando inadimplente em outros lugares.”

Os dados da Serasa Experian, relativos a julho, mostram que, entre os idosos, 34,3% têm dívidas com serviços de utilidade pública, quase o dobro da média da população total: 19,4%. As dívidas bancárias lideram os compromissos não assumidos pela média da população (28,5%) e estão em segundo lugar entre os idosos: 27,8%.

O número de idosos inadimplentes aumentou em 10% no último ano, chegando a 8,8 milhões em julho, com uma dívida média de R$ 4.668 por pessoa.

FONTE: Valor Econômico

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