Após assembleia, docentes da rede privada decretam estado de greve

Professores da rede particular do Grande ABC anunciaram, na tarde de ontem, estado de greve. Após assembleia realizada no Sinpro-ABC (Sindicato dos Professores do ABC), os docentes optaram por não paralisar as atividades escolares, no entanto, intensificarão as manifestações em reivindicação por reajuste salarial e do convênio médico. Novos atos foram marcados para os dias 28, 29 e 30, a fim de pressionar o sindicato patronal a aceitar proposta de campanha salarial iniciada em março.

De acordo com integrantes do sindicato, os docentes não aceitaram paralisar as atividades por medo de retaliações. Eles denunciam que donos de escolas estariam ameaçando demitir os funcionários que participarem de atos ou cruzarem os braços.

Segundo o presidente do Sinpro-ABC, José Jorge Maggio, a ideia inicial é pressionar a Justiça a definir ação a favor dos funcionários. “Os professores precisam entender que não é só contra o sindicato patronal (a luta). Esses patrões, donos de escola, também têm muito interesse nessa situação. É preciso continuar a mobilização. Deflagramos hoje (ontem) estado de greve e vamos continuar nessa luta e mobilização.”

A entidade representa os professores da rede particular dos ensinos Básico, Superior e Sesi/Senai do Grande ABC. Na próxima quarta-feira será realizada nova assembleia para avaliar a situação. “Se for o caso, vamos parar sim e vai ter greve”, frisa Maggio.

Conforme publicado ontem pelo Diário, o desembargador do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) apresentou proposta para o sindicato patronal das escolas, porém não foi aceita pela entidade.

A presidente da Associação das Escolas Particulares do ABC, OswanaFameli, reforça que a greve não beneficiará nenhum dos lados. “Os professores não têm medo de retaliação, porque sabem que têm um bom trabalho. O que tem de ser pensado é que o professor não transmite só conhecimento, que também está nos meios de comunicação e tecnologia. Têm de ser vistos como pessoas que transmitem valores, e que formam a futura sociedade.”

Metodista deixa de cumprir reintegração de professores

Dois meses após a juíza da 8ª Vara do Trabalho de São Bernardo, Valéria Pedroso de Moraes, determinar que a Universidade Metodista de São Paulo deveria reintegrar imediatamente os mais de 80 professores demitidos da instituição em dezembro do ano passado, até o momento a ordem não foi cumprida.

De acordo com informações do Sinpro-ABC (Sindicato dos Professores do ABC), a instituição transgrediu a decisão, no entanto, a juíza teria ameaçado aumentar a multa de R$ 10 mil por empregado dispensado, caso não cumprisse a determinação. O sindicato afirma ainda que os professores não retomaram as atividades, tampouco estão recebendo salário.

Na última semana, o sindicato realizou audiência na Câmara de São Bernardo, mas professores não compareceram por medo de não conseguirem voltar a atuar.

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