Centrais fazem manifestações por auxílio, emprego e vacina

Haverá concentração em estações de trem/metrô e terminais de ônibus. Bancários e petroleiros organizam atos.


Por Redação RBA


São Paulo – Centrais sindicais fazem nesta quinta-feira (4) atos pelo país com três reivindicações básicas: retorno do auxílio emergencial (de R$ 600), plano nacional de vacinação e medida de proteção ao emprego. A mobilização ocorre naquele que é considerado o pior momento da pandemia no Brasil. E sob impacto de notícias como desemprego e queda do PIB recordes.


No caso de São Paulo, estão previstas mobilizações das centrais sindicais em portas de fábricas. Além disso, líderes e militantes sindicais farão atos logo cedo, por volta de 5h, nas estações do Brás e da Luz, áreas de grande concentração na região central, e nos terminais de ônibus da Lapa (zona oeste) e de Santo Amaro (zona sul).


Abastecimento e alimento


Ainda na capital paulista, bancários e petroleiros têm atividades programadas. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) participa de “abastecimento solidário” às 13h em um posto na região central: bancários sindicalizados pagam menos, e o sindicato da categoria completa a diferença. O objetivo é denunciar a política de preços da Petrobras e seu efeito negativo para a população.


Bancários e sem-terra organizam, às 11h, distribuição de alimentos. Segundo o sindicato da categoria em São Paulo, será um “ato simbólico realizado em parceria com o MST para chamar atenção para a necessidade de crédito para a agricultura familiar, responsável por 70% do que vai na mesa dos brasileiros, e ameaçada com o desmonte do Banco do Brasil”. A atividade será em frente da sede do BB na rua São Bento.


Bolsocaro

Cartaz da manifestação desta quinta-feira: centrais vão às ruas


A questão do auxílio emergencial está sendo discutida no Congresso. O governo já admite seu retorno, mas fala em quatro parcelas de R$ 250, enquanto a oposição insiste nos R$ 600, valor dos primeiros meses, no ano passado. Posteriormente, de setembro a dezembro, caiu para R$ 300.


Outras iniciativas também têm sido feitas para criticar o governo. Nos últimos dias, por exemplo, cartazes foram vistos em São Paulo como parte de uma campanha denominada “Bolsocaro”. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a campanha foi iniciativa de um grupo de designers, que preferiram não se identificar. O material mostra a alta de vários produtos do dia a dia.


Em janeiro, os preços da cesta básica aumentaram em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. O instituto calculou o valor do salário mínimo necessário para as despesas essenciais de uma família de quatro pessoas em R$ 5.495,52, cinco vezes o piso oficial. A pesquisa relativa a fevereiro será divulgada na próxima sexta-feira (5).

10 visualizações0 comentário