Correios podem parar na terça-feira

As negociações do acordo coletivo dos trabalhadores dos Correios terminam hoje. Caso as demandas da categoria não sejam atendidas – tais como reajuste de R$ 300 a todos os empregados, aumento de 10% em todos benefícios como os vales refeição e transporte, manutenção do calendário de férias e de todas as cláusulas já firmadas – os funcionários da estatal no Grande ABC irão paralisar a partir do dia 26, na terça-feira. É importante lembrar que, desde ontem, os carteiros estão de braços cruzados em 20 Estados e no Distrito Federal.

Segundo o secretário-geral do Sindect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba), que abrange a região, Ricardo Adriani, o Peixe, a entidade optou por aguardar até hoje – quando a estatal apresentará a proposta final – para decidir se irá aderir à paralisação. “Os demais sindicatos decidiram começar a greve antes para cumprir a agenda prevista”, afirma.

Dentre os itens que os Correios propõem alterar, está a redução do limite de dias – atualmente de seis por ano – que o funcionário pode utilizar em caso de doença dos filhos. Outro, é o pagamento do vale-refeição. A estatal quer que seja descontado o dia do trabalhador que faltar, o oposto do que é feito atualmente, quando a quantia é paga integralmente mesmo se o profissional não comparecer.

“Se a empresa continuar retirando cláusulas previstas no acordo coletivo e não apresentar proposta coerente, entraremos em greve”, ameaça Peixe. “Sabemos que a atual conjuntura do País está difícil, mas não podemos permitir que tirem nossos direitos já adquiridos”, completa.

Quanto ao reajuste salarial de R$ 300 para todos os empregados, proposto pela Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares), o sindicalista explica que não foi estabelecido um percentual pois, neste caso, apenas os funcionários do alto escalão receberão aumento significativo, justifica. Os salários da categoria variam de acordo com o tempo de casa, sendo o piso de R$ 1.613 e, o teto, R$ 8.534,77.

Em nota, os Correios garantem que a paralisação em curso não afetou o atendimento e que, até a tarde de ontem, todas as agências, inclusive as dos locais em que há o movimento grevista, estavam funcionando normalmente. A estatal também afirmou estar disposta a negociar com os sindicatos que não aderiram à greve.

PARALISAÇÃO ANTERIOR – Neste ano, a categoria já paralisou as atividades durante 13 dias entre abril e maio. O ato aconteceu após a empresa anunciar o fechamento de cerca de 250 agências no País, a abertura de PDI (Programa de Desligamento Incentivado), a suspensão das férias de maio de 2017 a abril de 2018, o desmonte fiscal, a ameaça de privatização e a DDA (Distribuição Domiciliar Alternada).

O acordo firmado ao fim da greve reabriu o PDI e revogou a suspensão das férias por 60 dias, ou seja, para aqueles que tinham as férias agendadas para maio e junho deste ano. Fonte: DGABC 21/09/23017

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