Gás de cozinha passa a ter reajuste mensal e fica até R$ 5 mais caro a partir de hoje

A Petrobras anunciou, ontem (7), nova política de preços para o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, que prevê correções no dia 5 de cada mês. Além disso, a estatal reajustou o produto em 6,7% nas refinarias – aumento que vale somente para botijões de 13 km e que entra em vigor hoje.

A estatal estima que, se o reajuste for integralmente repassado ao consumidor, o produto pode subir, em média, 2,2% ou R$ 1,25 por botijão. “O preço final pode ou não refletir o ajuste feito nas refinarias. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e revendedores”, afirma a nota da empresa.

A previsão, entretanto, é contestada pela Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg) – que, também em nota, informou que o impacto para o consumidor pode chegar a R$ 5.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigas), por sua vez, considerou precipitado afirmar que o porcentual médio será aplicado de forma linear. “O impacto da nova política de preços só poderá ser sentido em cerca de duas semanas e pode variar bastante entre os polos de abastecimento”, argumentou a entidade.

Concorrência

Um revendedor de Diadema ouvido pelo Diário Regional e que preferiu não se identificar afirmou que já foi informado pela distribuidora – elo intermediário da cadeia – do aumento de 6,7% nos preços. Porém, disse não saber se o índice será integralmente repassado ao consumidor, devido à forte concorrência.

O revendedor lembrou que, após o último reajuste promovido pela estatal no preço do GLP no dia 21 de março, quando o valor cobrado nas refinarias subiu 9,8%, sua empresa majorou o produto em 8,5%. “Não faremos o repasse integral (de 6,7%), mas também não serão os 2,2% previstos pela Petrobras”, revelou, destacando que o estoque disponível no esta­belecimento é suficiente pa­ra dois dias de vendas.

O GLP era o único deriva­do para o qual a Petrobras ainda não havia estabelecido política de preços. Com isso põe fim à política de subsídios criada em 2003. As correções terão como base as cotações europeias do butano e do propano, gases obtidos a partir do refino de petróleo e que compõem a fórmula do GLP.

Segundo levantamento da Agên­cia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o botijão de gás de cozinha era vendido, em média, por R$ 55,98 no ABC na semana passada. O produto é mais caro em São Caetano, onde custa em média R$ 64,50, e mais barato em Ribeirão Pires, onde é comercializado por R$ 51,81.

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