GM: Sindicatos dizem que não aceitam mais ‘flexibilizações’

    O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul realiza hoje assembleia com os cerca de 8 mil trabalhadores da fábrica da GM. Pouco mais da metade deles, todos da área produtiva, estava em férias coletivas desde 23 de dezembro e retorna nesta segunda-feira.

    Segundo o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, as férias foram para preparar a fábrica para a produção de novos veículos.

    “Será uma assembleia para informar o que a empresa está propondo”, diz Cidão, que na semana passada participou de duas reuniões com a montadora. Ele não adianta as propostas da empresa, mas diz que os funcionários já contribuíram muito no acordo fechado em 2017, quando a empresa também ameaçava sair da cidade. A unidade produz os modelos Onix Joy (antigo), Spin, Cobalt e Montana.

    “Não vamos aceitar mais flexibilização do que já fizemos”, diz Cidão. Pelo acordo anterior houve, por exemplo, redução do piso salarial, do adicional noturno e suspensão de reajustes pelo INPC. A maioria desses itens consta da proposta entregue pela GM ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos na semana passada. O vice-presidente da entidade, Renato Almeida, também afirma que os mais de 4 mil trabalhadores já fizeram sacrifícios em troca de promessas não cumpridas.

    Ele cita um investimento de R$ 2,5 bilhões e a produção de novos veículos prometida há quatro anos e que não se concretizou.

    Hoje, o sindicato tem nova reunião com a empresa. “Queremos saber o que de fato será feito e que garantias teremos desta vez.” Em São José são produzidos a picape S10 e o SUV Trailblazer, além de motores e componentes. É a fábrica do grupo com maior ociosidade desde que a produção de carros menores foi desativada, em 2013.

    Fonte: O Estado de São Paulo

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