GREVE DE 1917: UM MARCO NA HSTORIA DAS LUTAS SOCIAIS NO BRASIL

Este ano completa 100 anos da primeira GREVE GERAL ocorrida no Brasil. Especialmente em São Paulo, onde ela teve início entre junho e julho de 1917. Cumpre ressaltar que naquele momento da greve, iniciada na indústria têxtil, no bairro paulistano da Mooca e, rapidamente, se espalhou por outras cidades do Estado de São Paulo (Campinas, Jundiaí, Sorocaba, etc), chegou ao Rio de Janeiro e até a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

As suas causas foram muitas (baixos salários, longas jornadas de trabalho, alta excessiva do preço dos alugueis e do custo de vida, contra o trabalho noturno feminino e condições e insalubres de trabalho, contra o trabalho de menores e a repressão aos movimentos sociais que reivindicavam direitos,direito de associação, estabilidade no emprego,etc.).

Como diz o historiador José Luiz Del Roio, autor do livro, “A Greve de 1917 – Os trabalhadores entram em cena”, lançado recentemente pela Alameda Editorial, apartirdessa greve os trabalhadores irrompem na cena política brasileira como protagonistas, reivindicando por meio da luta o seu espaço que até então vinha sendo negado pela classe dominante que entendia, ou se negava a reconhecer os trabalhadores como cidadãos e cidadãs de direito e com direitos. No entendimento dessa elite a questão social deveria ser tratada a patas de cavalos. “Nossa industrialização nasce com o capital do escravismo e com a gestão de patrões escravistas. Logo, toda a relação será escravocrata”, explica Del Roio, lembrando que “esse é um problema vivido até os dias atuais”.

Ao marcar um século desse importante acontecimento que mudou a vida da cidade de São Paulo e deixou marcas profunda na sua forma de tratar a questão social,  a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul presta aqui uma singela, mas importante homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras, na sua maioria imigrantes que, com organização e disposição para aluta, ousou desafiar o poderio de uma classe, a burguesia paulista e brasileira,  que no afã de obter lucros se utilizava do Estado para oprimir as demais classes que lhe eram subalternas.

A maior ironia da história se dá exatamente agora, em 2017, portanto, 100 anos depois daquela memorável greve, quando essa mesma classe dominante se articula para, controlando o governo federal e o Congresso Nacional, assim como o Poder Judiciário e a imprensa escrita, falada e televisiva (a grande mídia), impor novamente a destruição de direitos sociais e trabalhistas conquistadosà duras penas, ao longo de todo um século, e querer fazer retroceder em termos de direitos aos anos 1920.

O que torna evidente que não podemos de maneira nenhuma aceitar tal retrocesso. Ainda mais quando o objetivo da elite é impedir que a cidadania se efetive para a maioria dos trabalhadores.

Por isso, a luta em defesa dos direitos será mantida como continuidade daquelas passadas, iniciadas lá atrás, por abnegados companheiros e companheiras, nos duros anos 1910 e 1920, com destaque para 1917 quando São Paulo parou.


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