Greve geral: Sexta-feira foi um dia de ‘alma lavada’, diz rodoviário

Ônibus municipais e intermunicipais não saíram das garagens de Santos e região na greve de 28 de abril

“Um dia de alma lavada e enxaguada no rio da mansidão e luta”. Assim o presidente da federação dos trabalhadores em transportes rodoviários do estado de São Paulo (Fttresp), Valdir de Souza Pestana, define a sexta-feira (28) da greve geral.

“Para aqueles que muito ou pouco fizeram, só temos a agradecer. Vimos os fortes, os fracos, mas vimos, acima de tudo, o ódio dos que nos repudiam.

Vimos a polícia militar e guardas municipais despreparadas para lidar com sindicalistas”.

Também presidente do sindicato dos trabalhadores em transportes rodoviários de Santos e região, Pestana acha que a polícia e os guardas “estão muito mal informados sobre o porquê da luta sindical, que inclusive os beneficia”.

O sindicalista propõe que o movimento sindical promova seminários e debates sobre os motivos da greve: “A luta não terminou com a batalha de sexta-feira. E o povo precisa de esclarecimentos, que a mídia não fornece, para lutar mais e melhor”.

Ricos, mas podres

Pestana defende que as entidades acionem seus departamentos jurídicos e de comunicação para elaborar cartilhas e panfletos esclarecedores sobre o que “o governo quer fazer com a população, a mando de uma elite rica, mas podre”.

Para ele, a partir deste 1º de maio, dia internacional dos trabalhadores, “a dinâmica da luta sindical mudará. Manteremos a unidade das bases e das cúpulas, independente das centrais a que estejam vinculadas. A unidade é a nossa força”.

O líder rodoviário pondera que as representações dos trabalhadores “têm aliados importantes nessa luta, entre eles o Ministério Público do Trabalho, OAB, Justiça do Trabalho, CNBB e uma série de entidades civis que se contrapõem ao poder”.

“O povo brasileiro nunca fugiu à luta”, diz Pestana. “Só precisa se organizar. Precisamos de brasileiros de verdade no poder. Os que lá estão já construíram suas vidas fora do Brasil, para onde continuam mandando fortunas legalizadas em paraísos fiscais”.“Com a chancela de um congresso nacional nefasto e corrupto, essa gente se vale de uma parcela da população alienada pela imprensa para manter seus privilégios. Temos que refletir sobre a greve que fizemos e organizar melhor a luta contra as injustiças”.

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