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Indústria fabrica 2,37 milhões de veículos e vende 2,10 milhões

Produção em 2022 cresceu 5,4%, enquanto comercialização apresentou queda de 0,7%


Nilton Valentim Do Diário do Grande ABC O Brasil fechou 2022 com a produção de 2,37 milhões de veículos, o que representa 5,24% de crescimento em comparação com 2021 (2,24 milhões). Para o próximo ano, a previsão da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) é modesta, crescer 2,2%, atingindo a marca de 2,42 milhões de unidades, entre automóveis, comerciais leves e pesados (caminhões e ônibus).

Com relação a vendas, em 2022 foram emplacados 2,10 milhões de unidades, o que demonstra queda de 0,7% na comparação com 2021 (2,12 milhões), com previsão de crescimento de 3% em 2023, chegando a 2,16 milhões de unidades. Um dos empecilhos para a comercialização de veículos novos e causa de preocupação para a Anfavea é a questão do crédito. “Hoje, 70% das vendas acontecem à vista. Três anos atrás era exatamente o contrário. Precisamos contar com crédito competitivo. Hoje, a taxa média é de 30% ao ano. Isso significa que em um financiamento de três anos, os juros equivalem a quase 100% da base de cálculo”, afirma o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite.

O tema já foi debatido pela instituição quye reúne os fabricantes com o novo governo. Segundo Leite, a Anfavea se reuniu com a equipe de transição antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 1º de janeiro.

Com relação a exportações, em 2022 seguiram para outros países 481 mil veículos, superando em 27,8% a marca de 2021 (376 mil). Só naõ foi maior po conta dos problemas econômicos enfrentados pela Argentina. A projeção para 2023 não é animadora, a entidade projeta queda de 0,2% no envio de veículos pata o Exterior, o que que resulta em aproximadamente 467 mil.

A mudança de governo anima o setor, principalmente com relação à recriação do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, que é comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

“Ele tomou posse falando em semicondutores e de reindustrialização. Isso é tudo que a gente quer ouvir. Alckmin chama o setor para debater descarbonização e isso é muito importante, mas vamos ver se realmente teremos essa competitividade, pois somente neste ano, 12 Estados aumentaram suas alíquotas de impostos, e isso tem custo”, afirma Leite.

O levantamento da Anfavea mostra ainda que as montadoras fecharam 2,1 mil vagas de trabalho em dezembro, encerrando o ano com 102,4 mil pessoas empregadas.

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