Maioria dos deputados quer idade mínima de 60 anos

Mais da metade dos 513 deputados federais assinaram a proposta de emenda para reduzir a idade mínima de 65 anos prevista na reforma da Previdência.

Os parlamentares defendem que os homens se aposentem aos 60 anos e as mulheres, aos 58 anos de idade.

Encabeçada por parlamentares ligados aos aposentados, como Paulo Pereira de Silva (SD-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a alteração foi protocolada ontem e tem a assinatura de 349 deputados.

Para ser apresentada, a proposta precisava do apoio de 171 parlamentares.

Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, explicou que, agora, caberá ao relator, deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), incorporar ou não a emenda ao relatório.

Se ele recusar, os deputados pedirão votação em separado.

Caso esse pedido também seja derrotado, restará buscar apoio para a votação como destaque ao projeto, quando o texto da reforma chegar ao plenário.

Com as 349 assinaturas, os deputados estão otimistas. “Na última semana, cresceu muito a rejeição à proposta do governo do jeito que está. O governo já começa a dar sinais de que vai negociar, não tem outro jeito. Com isso, a nossa alternativa passa a ser viável”, afirma Paulinho.

Para o deputado, o relator está aberto a modificações já propostas, como o fim da inseção da contribuição previdenciária do agronegócio, por exmeplo.

Em São Paulo, na segunda-feira, Oliveira Maia disse que o relatório deve prever uma redução no tempo de contribuição ou na idade mínima das mulheres que são mães e trabalham, como um meio de compensar a jornada dupla. O relator da PEC afirmou também que ouvirá sugestões de todas as centrais sindicais para a produção do relatório, que deverá sair em abril.

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