Metalúrgicos da Renault dizem não à proposta da empresa que diminui PLR e piso salarial e iniciam gr

Na tarde desta quarta-feira (03) os metalúrgicos da Renault, em São José dos Pinhais, decidiram na assembleia liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) entrar em greve por tempo indeterminado. Um prazo de 72 horas já tinha sido dado na semana passada, quando foi rejeitada a primeira proposta.

A decisão de paralisar a linha de produção veio logo após a reprovação da nova proposta apresentada pela direção da montadora ao SMC, referente a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e ao piso salarial de 2017. Ela consistia em uma PLR de R$ 23 mil e fixação do piso salarial dos trabalhadores admitidos em 2016 e neste ano em R$ 1.890,00.

Em contrapartida os metalúrgicos reivindicam uma PLR nos mesmos patamares dos últimos três anos e aumento no piso salarial dos trabalhadores com pouco tempo de fábrica.

“A proposta da empresa vem no ritmo das recentes reformas trabalhista e previdenciária que significam a retirada de direitos e nós não vamos concordar. Por isso estamos nesta luta para dar o recado também ao governo e mostrar aos trabalhadores das outras empresas que o caminho é mostrar mobilização seja na porta de fábrica, seja nas ruas”, analisa o presidente do SMC, Sérgio Butka.

Uma nova assembleia será coordenada pelo SMC amanhã às 14h na frente da montadora. Caso não haja avanço nas negociações a greve continuará por tempo indeterminado.

A fábrica da Renault emprega cerca de 6,1 mil trabalhadores, sendo 4 mil  do chão de fábrica. Ela produz os modelos Logan, Sandero, SanderoStepway, Duster, DusterOroch, Captour, Master. Além do mercado interno a montadora atende Argentina e México.

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