Pandemia reduziu renda de mais de 2 milhões em São Paulo. ‘Home office’ dominou ensino superior

Trabalhadores mais atingidos foram justamente os de inserção “precária” no mercado, segundo pesquisa da Fundação Seade


Mais de 2 milhões de pessoas usaram 'home office' em 2020 na região metropolitana. Principalmente entre ocupados com ensino superior, mulheres e no setor público

São Paulo – Entre os diversos impactos negativos da pandemia no mercado de trabalho, o rendimento diminuiu para 37% dos ocupados da região metropolitana de São Paulo que não mudaram de emprego entre 2019 e 2020. Isso equivale a 2,4 milhões de pessoas, segundo pesquisa da Fundação Seade, vinculada ao governo estadual. Outros 6% chegaram a ficar sem nenhum rendimento durante a pandemia do novo coronavírus. “Por isso, o auxílio emergencial, recebido por 16% desses ocupados, foi tão importante para recompor a renda”, lembra o Seade. E a queda na renda atingiu, principalmente, os ocupados com menor escolaridade. Nesse grupo, a redução atingiu 44% do total, e 29% daqueles com ensino superior. O impacto foi “proporcionalmente maior entre segmentos com inserção mais precária”, como ocupados na construção civil e no comércio. Entre os autônomos, a renda caiu para 63% dos pesquisados. Ainda de acordo com a fundação, o número de ocupados na Grande São Paulo diminuiu em 1,37 milhão durante o ano passado. Entre os que permaneceram no mesmo posto de trabalho entre 2019 e 2020 (cerca de 6,5 milhões), 44% – ou 2,9 milhões – tiveram interrupção de 15 dias ou mais no trabalho durante a pandemia. Também nesse caso, aponta o Seade, predominou a parcela de pessoas com ocupações consideradas mais precárias, como trabalhadores na construção civil, no emprego doméstico e no setor informal. Já o home office, ou teletrabalho, foi alternativa principalmente para ocupados com ensino superior. Nesse grupo, o trabalho remoto atingiu 63%, ou 1,4 milhão de pessoas. Em toda a região, a medida foi adotada por 26% dos ocupados (2,2 milhões). Foi mais presente entre mulheres (32%) do que homens (21%), no setor público (quase 54%) e nos serviços (39%).

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