Reforma da Previdência: Trabalhadores querem mudar proposta do governo

Centrais sindicais intensificam mobilizações por todo o País e pressionam parlamentares

Este ano será crucial para os trabalhadores brasileiros, com a tramitação da reforma da Previdência no Congresso Nacional.

“Precisamos ir para as ruas dizer em alto e bom som que queremos uma Previdência justa e sem privilégios para evitar que o governo aprove sua proposta”, alerta Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical.

“O trabalhador deve estar consciente de que o futuro dependerá, em grande parte, de sua mobilização. É preciso debater o tema nos locais de trabalho, nas comunidades, nos sindicatos da categoria”, diz João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Central. “É bom lembrar: não vamos conseguir nada de graça. As conquistas da classe trabalhadora foram obtidas até agora com muita luta, greves, protestos e negociações”, observou.

As centrais sindicais preparam intensas mobilizações dos trabalhadores. Nos dias 7 e 8 será realizado um seminário sobre a Previdência. No dia 21, será feita a Jornada Nacional de Debates nos Estados, organizada pelas centrais e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Será uma oportunidade para os trabalhadores tirarem suas dúvidas sobre a proposta do governo, e sobre qual o impacto que as medidas que o governo pretende implementar terão em suas vidas.

No dia 22, os sindicalistas vão pressionar os líderes partidários e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para atender às reivindicações dos trabalhadores.

Ato – Os sindicalistas da Força Sindical e do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi) iniciaram a mobilização dos trabalhadores neste ano com um grande ato por mudanças na reforma da Previdência,  do qual participaram trinta mil trabalhadores e aposentados. Ao final do ato, os manifestantes  aprovaram, em votação, as alterações na proposta do governo feitas pelo deputado Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical. Entre elas estão o estabelecimento da aposentadoria para os homens aos sessenta anos e para as mulheres aos 58 anos.

Também realizaram manifestações a Força Sindical Bahia e a Força Minas. Os mineiros fizeram atos na Praça 7, em Belo Horizonte, e em Brumadinho.

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