Sindicatos patronais e de trabalhadores defendem ações conjuntas contra a crise

BELO HORIZONTE/MG – O cenário de crise econômica, juros reais ainda altos, crédito caro, produção em baixa, consumo inibido, queda dos investimentos no setor produtivo e uma taxa de desemprego acima dos treze milhões de brasileiros levou as direções do movimento sindical mineiro e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) a propor ações conjuntas para o enfrentamento da inédita situação na história do Brasil.

Diante da urgência na retomada da competitividade da economia brasileira, sobretudo no setor industrial, e da existência de pontos frágeis na reforma trabalhista, aprovada em julho e cuja vigência ocorrerá a partir de 11 de novembro próximo, a livre negociação foi apontada como ferramenta essencial no processo modernização das relações de trabalho e entendimento entre os setores laboral e empresarial.

E para ir além das convenções coletivas, as lideranças acenaram para o cumprimento de um calendário permanente, que atue no aperfeiçoamento das relações trabalhistas e no enfrentamento das demandas sazonais.

RESULTADOS PRÁTICOS Graças à tal compreensão, foi possível garantir a melhora no poder de compra do mercado interno, que faz a economia girar”, comentou Vandeir Messias, presidente do Sindicato dos Químicos, Plásticos e Farmacêuticos de Belo Horizonte e Região. O sindicalista vê a comprovação do fato, em 2016, quando houve a celebração de 92% dos acordos com a concessão de aumento real de salário em 2016 e a inclusão de cláusulas de natureza social que ajudaram o trabalhador a enfrentar a crise.

Messias, que preside a Força Sindical de Minas Gerais, está à frente de 250 entidades sindicais de diferentes ramos de atividade e confia na capacidade das centrais sindicais de dialogar com as entidades empresariais na busca de soluções concretas, como a formação de câmaras setoriais e de conciliação, voltadas para fomento a criação de empregos.

À frente de 137 sindicatos que representam o segmento industrial, a FIEMG lidera a mobilização voltada para superar a gravidade da mesma crise econômica, política e ética que infelicita os trabalhadores e a população brasileira. Na representação sindical destes segmentos, estão milhões de empregos e o compromisso com o desenvolvimento sustentável.

MENOS IMPOSTO, MAIS INVESTIMENTO Também a luta contra a sanha arrecadadora dos governos unifica as entidades sindicais patronais e de trabalhadores, que discordam da existência de 92 tributos, incluindo impostos, taxas e contribuições cobrados pelos governos federal, estadual e municipal.

Representantes das entidades empresariais e dos trabalhadores consideram desproporcional o retorno do montante arrecadado, diferentemente do que acontece em países desenvolvidos e, inclusive, em países vizinhos, como Chile.

Para Olavo Machado Junior, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Sistema FIEMG), “e preciso ouvir a voz de quem produz e gera empregos, pois a carga tributária em excesso mata a galinha dos ovos de ouro”.

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