Trabalhadores têm segundo mês sem reajuste real

De acordo com matéria publicada nesta quarta-feira (26), no jornal Folha SP, agosto foi o segundo mês consecutivo em que o trabalhador não conseguiu reajuste salarial real, isto é, acima da inflação, em negociações coletivas.

O reajuste mediano no mês passado foi de 3,6%, exatamente igual ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado em 12 meses, apontam dados do Salariômetro da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

“O último aumento real foi em junho. A partir daí, a inflação deu um salto e, como a crise continua, as empresas não conseguem absorver esse aumento nos custos e fica difícil para elas dar aumento real”, explica Hélio Zylberstajn, professor da FEA-USP e coordenador do Salariômetro.

Zylberstajn observa que as últimas projeções da pesquisa Focus do Banco Central mantêm a perspectiva de um INPC acumulado em 12 meses mais perto de 4% nos próximos meses. “Se a inflação não ceder, não há muito espaço para aumentos reais”, afirma.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), ressaltou ao site Rádio Peão Brasil que num momento de alto desemprego, falta de investimentos, produção e consumo em baixa, juros altos, crédito caro as negociações salariais encontram uma resistência ainda mais forte dos patrões para fechar bons acordos. “Nesse momento a prioridade dos trabalhadores é garantir a manutenção das clausulas sociais conquistadas nas convenções coletivas em anos anteriores”.

No ano até agosto, acordos e convenções somavam 15.074, 30% abaixo do nível de 2017. Essa diferença, no entanto, já chegou a superar 70%, no acumulado até maio, por exemplo.

Fonte: Folha de São Paulo

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