Vítimas de violência doméstica vão ter cota em frente de trabalho de Diadema

Projeto de lei será lido na Câmara ainda nessa semana; Delegacia de Defesa da Mulher da cidade já registrou este ano 1.200 boletins de ocorrência.

Os vereadores de Diadema Audair Leonel (Cidadania) e Pretinho do Água Santa (DEM) são autores de projeto de lei que prevê que a Prefeitura reserve 5% das vagas na frente de trabalho para mulheres vítimas de violência doméstica. Nsste ano, 300 pessoas foram convocadas para atuar no no programa.

O projeto, que será lido ainda nesta semana, visa auxiliar na construção da autonomia financeira das mulheres que vivem em situação de violência. “A gente vê o avanço nos casos de violência, de feminicídio e buscamos um projeto não para remediar, mas para oferecer uma alternativa real para essas mulheres”, disse Leonel</CW>.

Segundo o parlamentar, o encaminhamento será feito diretamente pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e essas vagas devem estar congeladas, para poderem ser ocupadas o mais rápido possível pelas beneficiárias. “Já falamos com a secretária de Assistência Social Caroline Rocha, que se mostrou favorável à iniciativa”, completou.

Titular da DDM em Diadema, a delegada Renata Cruppi avaliou o projeto como de extrema importância. “A independência financeira da mulher é um dos pontos a ser em avaliados para que ela possa romper com o ciclo de violência.” Renata relatou que apenas neste ano já foram registrados cerca de 1.200 boletins de ocorrência de lesão corporal, crimes contra a honra e ameaças. “A gente sabe que esse número é muito maior, porque muitas não conseguem denunciar”, pontuou. Segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo, de janeiro a abril deste ano o município teve 109 casos de lesão corporal no âmbito de violência doméstica.

Especialista em políticas públicas e igualdade de gênero, Vitória Rocha lembrou que é importante que a execução de um projeto dessa natureza seja sigilosa e cuidadosa para não expor a mulher perante seus colegas de trabalho. A especialista pontuou que também é preciso evitar exposições, como alocar a mulher em local próximo ao trabalho ou residência do agressor. “É preciso avaliar se ela tem alguma medida protetiva para que ela não se exponha mais”, concluiu.

Vitória afirmou, ainda, que é preciso investir em formação e qualificação para que as beneficiárias tenham condições de ocupar outras funções no mercado de trabalho, bem como ofertar politicas publicas para as mulheres que ainda não se fortaleceram o bastante para realizar a denúncia.

OUTRAS CIDADES São Bernardo não mantém programa específico para reinserção no mercado de trabalho e/ou geração de renda de mulheres vítimas de violência doméstica. No entanto, por meio do Centro de Referência e Apoio à Mulher, a administração municipal encaminhou, desde o ano passado, 29 mulheres em situação de violência para o Proaat (Programa Assistencial de Acesso ao Trabalho).

Ribeirão Pires informou que oferece serviço de acolhimento, orientação e acompanhamento de mulheres em situação de violência, na Coordenadoria da Mulher. Os outros municípios não responderam até o fechamento desta edição.

Fonte: DGABC

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