Varejo do ABC elimina 1.272 empregos em janeiro e estoque cai para 109,4 mil vagas

O comércio varejista do ABC fechou 1.272 postos de trabalho em janeiro, como resultado de 3.252 admissões e 4.524 desligamentos. Em 12 meses, foram eliminados 2.921 empregos com carteira assinada na região, o que levou ao recuo, na comparação com janeiro de 2016, de 2,6% do estoque do setor, que atingiu 109,4 mil trabalhadores formais.

As informações integram a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista, elaborada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ambos do Ministério do Trabalho.

Das nove atividades analisadas pela FecomercioSP no ABC, apenas os segmentos de farmácias e perfumarias (alta de 1%) e de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (0,1%) apresentaram variações positivas no estoque de empregos formais em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2016. No sentido inverso, as principais quedas foram constatadas nos segmentos de concessionárias de veículos (-7,7%), lojas de vestuário, tecidos e calçados (-7,1%) e de mate­ri­ais de construção (-5,8%).

No Estado de São Paulo, o comércio varejista eliminou 16.352 empregos formais em janeiro. Apesar do saldo negativo, tradicional para o mês – devido ao fechamento de postos de trabalho temporários criados antes do Natal –, o recuo foi o mais ameno para o mês desde 2013. Assim, o varejo encerrou janeiro com estoque total de 2,07 milhões de trabalhadores, queda de 2,1% na comparação de 12 meses. No acumulado do período, foram extintos 43.422 empregos com carteira assinada.

Recuperação

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, mesmo com o resultado negativo, o quadro atual é melhor do que o observado nos últimos três anos. Não apenas a contratação de temporários em 2016 foi maior do que em 2015, como também a perda de vagas em janeiro de 2017 foi mais amena que no mesmo mês de 2016, 2015 e 2014. Esta tendência, segundo a entidade, dá continuidade ao cenário de recuperação do mercado de trabalho celetista do varejo paulista.

Segundo a FecomercioSP, o que se espera daqui para a frente é um horizonte de perdas menores de vagas e saldos cada vez mais próximos da estabilidade, para que se inicie uma reação na movimentação da mão de obra formal. Para a federação, esse movimento pode já acontecer neste semestre, mas fica­rá mais evidente nos últimos seis meses deste ano.

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